Homenagem: “Rômulo soldado se foi. Os bons não morrem, viram nuvens”

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Ouço dizer que os bons não morrem, eles viram nuvens. Foi com certa tristeza que recebemos a informação de que o cabo da Polícia Militara, Rômulo Santos Oliveira, partiu para a sua última morada: a Casa do Grande Pai.

Acometido de leucemia, Rômulo lutou enquanto seu corpo ainda mantinha certa resistência. Houve quem ajudasse por meio de campanhas que foram feitas em todo Estado por seus irmãos militares, amigos de longas datas, outros que ele não conheceu, familiares e apoios de almas que trabalham em fazer o bem ao próximo.

Era um dia de sábado em Propriá. Dia de feira. Muita gente da região achegava-se no comércio para suas compras. Gente de Pacatuba, Japoatã, Telha, Amparo de São Francisco, Canhoba, São Francisco, lugares que talvez Rômulo nunca tenha conhecido, mas, na visão de um simples registrador que ali estava no momento, verificou-se gente desses lugares sendo de tantas idades: todos queriam ajudar Rômulo. A luta não foi em vão porque Rômulo observava com sua fé aos irmãos e deve ter se orgulhado.

A Polícia Militar fez campanha. Uma estrutura foi montada para recolher sangue de doadores voluntários. O número atingido de recolhimentos, segundo o cabo Izaias, amigo de farda de Rômulo e um dos grandes lutadores na luta por ajudar Rômulo, informou que foi proveitosa e digna de admiração. Os irmãos em Propriá ajudaram

Rômulo não se foi por falta de ajuda e amor a sua causa. Lutou com bravura. Resistiu enquanto pôde, porém, chega uma hora em que o livro da vida encerra o capítulo de cada um de nós. Temos prazo de validade. Viemos em missão e há cumprimos, de uma forma ou de outra. A missão de Rômulo aqui terminou. Cumpriu muitos papéis nessa curta passagem chamada de vida.

Não conheci Rômulo em sua pessoalidade, porém, participamos da causa dele nos somando na doação e divulgação. Em um breve depoimento colhido, registrei que ele era camarada, amigo, como soldado foi bravo, esperto e silencioso no que fazia. Fez sua missão colocando sua vida em prol da segurança de outros. Foi bom e por ser não morreu, virou nuvem e continua sua missão.

Adeval Marques
Fotos: internet

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